Acerca do Terrorismo
O terrorismo é condenado no Isslam,
pois causa destruição, morte de pessoas inocentes, estraga o ambiente benéfico
às pessoas e animais, destrói infra-estruturas, etc.
Terrorismo é um termo que não tem ainda uma definição clara. Internacionalmente,
ainda não há uma definição que indique o seu significado.
Por isso, é necessário que os intelectuais, juristas, políticos e o mundo em
geral, criem uma definição unânime de terrorismo, para assim podermos punir os
seus verdadeiros autores, a fim de garantir a segurança, justiça e liberdade
legitima de todos os povos.
A palavra “terrorismo” tem sim uma tradução. Ela provém de “terror”, que
significa inspirar medo, assustar.
Podemos traduzir terrorismo como uma agressão praticada por indivíduos, grupos
ou países, cometida contra o Homem na base da sua religião, contra a sua vida,
honra, propriedade, etc.
Isso inclui também a criação de diversos tipos de medo, ameaças, assaltos,
matanças sem razão (na forma de guerra) e todas outras acções em que se recorre
ao uso da violência, com o objectivo de aterrorizar as pessoas, assustá-las ou
expor as suas vidas, liberdade, segurança, etc. Além destes males, prejudica
também o meio ambiente, a natureza e as propriedades públicas ou privadas.
Tudo isso está incluído no estrago na terra que ALLAH proibiu:
“E não semeies corrupção (estragos) na terra. Deus não ama os corruptores.”
[Al-Qur’án 28:77]
Pelo facto de não haver uma definição
clara de terrorismo, certas pessoas encontraram motivos ou pretextos para
condenar aspectos da religião isslámica.
Por exemplo, a instituição do Jihád e os códigos penais foram tomados como
pretexto para condenar aos que estão a defender a sua religião, honra e suas
terras contra os invasores, enquanto isso é um direito consagrado divinamente e
nas leis internacionais.
“Na verdade, os que se vingam de uma injustiça recebida, não serão
incriminados.
Mas serão incriminados os que oprimirem os outros e agredirem na terra, e
cometerem transgressão sem razão. A eles será infligido um castigo doloroso.”
[Al-Qur’án 42:41-42]
Não é admissível que o Isslam seja
acusado de terrorismo, pois é uma religião de paz, amor e misericórdia, ou que
os seus seguidores sejam acusados de fanatismo, violência, etc. Tudo isso são
invenções e acusações falsas.
Para se resolver o fenómeno de terrorismo, tem que se procurar as causas e
esforçar-se para eliminá-las. A violência em algumas sociedades tem as suas
respectivas causas (injustiças sociais, económicas, politicas, etc).
ALLAH diz acerca do Profeta (SAW):
“Não te enviamos senão como uma misericórdia para os mundos.”
[Al-Qur’án 21:107]
“Mostra indulgência, recomenda as coisas honradas e evita os ignorantes.”
[Al-Qur’án 7:199]
“Na verdade, um Mensageiro de entre vós mesmos, foi vos agora enviado; um Mensageiro que sofre por vossos infortúnios e se preocupa convosco e que é compassivo para com os crentes.”
[Al-Qur’án 9:129]
Isslam não admite a agressão contra
qualquer pessoa inocente, em que circunstância for e seja que for o seu autor. E
isso não é aplicado somente quando se trata de muçulmanos, mas também de todos
os seres humanos.
Se o Isslam não permite sequer apontar a arma para uma pessoa, como então pode
admitir a matança de um inocente?
Mesmo em tempos de guerra, o Isslam não permite matar a quem não esteja a
guerrear: as mulheres, crianças, os velhos, os homens dedicados à adoração nos
seus locais. É por essa razão que os historiadores justos ocidentais disseram:
“A história não conheceu conquistadores mais justos e misericordiosos do que os
árabes (muçulmanos)”.
Aliás, o Isslam proíbe até a agressão contra animais mudos. O que dizer então da
agressão contra o ser humano, que é uma criatura superior?
Tem-se o exemplo da mulher que lhe foi destinada o Inferno, por ter prendido um
gato, não dando de comer a este, nem o libertando para que ele sozinho pudesse
procurar a sua comida. E aquela pessoa que lhe foi destinada o paraíso, apenas
por ter dado de beber a um cão!
Se alguém comete uma agressão, terá que ser preso e punido pela sua acção. Não
se deve atirar a culpa aos outros, pois ALLAH diz: “Que ninguém carregará fardo
de outrem.”
Segundo o Al-Qur’án, o terrorista tem que ser condenado à pena capital.
Portanto, se uma pessoa tem um problema ou litígio com alguém, deve exigir a ele
e não andar por aí a matar os outros, que são inocentes e nada têm a ver com o
assunto. Se alguém tem problema com um presidente, não pode vingar-se do povo.
Ninguém tem o direito de julgar, acusar e executar ao mesmo tempo. ALLAH diz:
“Quem matar alguém injustamente, é como se tivesse morto toda a Humanidade.”
O Isslam não permite atingir objectivos limpos, utilizando métodos sujos. Os
muçulmanos não aderem àquela teoria “Maquiefélica”, na qual justifica-se o uso
de qualquer método para se atingir um objectivo.
Segundo o Isslam, devem-se cumprir dois factores:
1. Objectivo (meta) nobre e
2. Método lícito (limpo).
Por essa mesma razão, o Isslam proíbe juntar dinheiro por meios ilícitos, a fim
de gastá-lo na caridade ou em causas nobres. O Profeta (SAW) disse: “ALLAH é
puro e só aceita o que é puro e limpo. E não aceita a caridade do dinheiro
roubado”.
O facto de um terrorista ser muçulmano ou reivindicar ser assim, não significa
que a religião é que permite isso. Semear terror é um crime e existem criminosos
em todas as sociedades e religiões. Existem os terroristas do IRA, ETA, etc.,
mas nunca se ouviu dizer que isso vem do cristianismo.
Há bem pouco tempo, foram enterrados 8 mil bósnios inocentes, mas não foi dito
que foram vítimas de terrorismo. Porquê? Eram muçulmanos!
E sobre aquele suspeito que foi morto em Londres, disseram que era um engano e
não estava relacionado ao terrorismo. Porquê? Era um brasileiro; se por
coincidência fosse um muçulmano, o cenário seria outro!
Não só se deve parar com o terrorismo físico, mas também com o terrorismo
intelectual. O ataque constante contra o Isslam, Al-Qur’án e contra o Hijáb, é
um terrorismo intelectual e ideológico.
Existem 10 mil sites na Internet a atacarem o Isslam. Porque motivo?