As Conquistas Isslâmicas
O Isslam ensina-nos a praticarmos o bem e a abstermo-nos do mal, fazendo com que esta verdadeira religião se espalhe por todos os cantos do mundo.
Para tal, ALLAH enviou profetas ao longo dos tempos, sendo o último deles, o profeta Muhammad (SAW), uma personalidade única, que veio como exemplo e misericórdia para toda a Humanidade, assim como ALLAH diz:
“E não te enviámos senão como misericórdia para a Humanidade.”
[Al-Qur’án 21:107]
O profeta Muhammad (SAW) tirou os povos da idolatria e ensinou-lhes o monoteísmo que, por sua vez, espalhou-se pelo mundo com o objectivo de se tornar numa religião global e criar uma civilização isslámica unida, independentemente da raça, côr ou orígem dos povos.
Como todo o acto que os muçulmanos efectuam, atribuem total devoção a ALLAH, pois reconhecem que toda a Supremacia e Soberania pertencem somente a ALLAH, alguns não-muçulmanos, aproveitando-se de tal facto, fizeram sobressair os seus nomes sobre grandes feitos.
O Isslam espalhou-se através do esforço feito pelos próprios muçulmanos, criando grupos entre eles e emigrando rumo a novos horizontes, com o objectivo único de expandir o Isslam. Começava então a expansão isslámica, que rapidamente se alastrou.
Inicialmente, o próprio profeta Muhammad (SAW) enviou um grupo para a Abissínia (actual Etiópia) e, mais tarde, seguindo esse exemplo, o Khalifa Umar (RA) enviou grupos para zonas como o Império Persa, Síria, Roma, Egipto, Irão, Jerusalém e outras do Médio Oriente.
Quando Ussman (RA) ascendeu ao Khalifado, que governou durante doze anos, extendeu e fortificou as conquistas isslámicas criando frotas navais, lideradas na altura por Muáwiyah (RA), atingindo assim as áreas costeiras como Chipre e Alexandria. Gradualmente iam ganhando terreno e alcançavam maioritariamente as zonas costeiras africanas como Sudão, Somalilândia, sul do Sahara, Mali, Timbuktu e outras zonas circunvizinhas da África Oriental. Instalavam-se nesses lugares e criavam vários sultanatos muçulmanos, com figuras carismáticas que resistiram até à ocupação europeia.
O Isslam expandia-se e os muçulmanos alcançavam zonas cada vez mais distantes da Península Arábica.
No ano 661 DC, os muçulmanos liderados por Muáwiyah (RA), já tinham alcançado as partes ocidentais da China, chegando mesmo a se criar a capital do mundo isslámico, que se extendia desde a China até ao sul de França. A presença isslámica já era claramente notável e dominante que, em menos de um século, conquistou uma boa parte do mundo.
É de salientar que os muçulmanos nunca conquistaram essas zonas fazendo uso de espadas ou armas, mas sempre o fizeram através da sua modéstia, simplicidade e modelo de vida ensinados pelo Profeta (SAW).
Muitas outras zonas foram conquistadas pelos muçulmanos, onde se instalaram e deixaram vestígios que existem até nos dias que correm, quer na sua descendência, quer nos grandes feitos realizados por esta.
A caminhada pelo mundo continuava e, no ano 711 DC, os muçulmanos chegam a Espanha e permanecem aqui durante cerca de oito séculos, onde demonstraram igualmente o seu modo de vida, construiram vários edifícios tipicamente árabes e mesquitas, muitas delas ainda existentes.
No mesmo período, os muçulmanos já haviam chegado a Baghdad, governando esta cidade por um período de 500 anos.
Noutro extremo, existiam ainda grandes dinastias como a Fatimida, Ayubida e Mameluco, que mantiam o poder no Egipto e alastravam-se também para os territórios da Síria e Palestina.
Entretando, os cristãos, apoiados por alguns reis europeus que se sentiram ameaçados ao verem as conquistas muçulmanas, começavam a sua “cristianização”, declarando até cruzadas contra os muçulmanos, o que fez com que estes atrasassem os planos para novas conquistas, pois surgia a necessidade de manter a resistência e preservação das zonas já conquistadas.
Mais tarde, os turcos atingiram partes mais a norte da Europa, através da Anatólia, alcançando zonas como as actuais Áustria, Hungria e Rússia, mantendo-se lá até perto da 1ª Guerra Mundial.
Na Malásia e Indonésia, os muçulmanos foram também pioneiros a chegarem lá, quando decorria ainda o século XII. Eles atingiram o norte de Sumatra e mais tarde a Ilha de Java, o sul das Filipinas e o sul da Tailândia, alcançando praticamente toda aquela região.
Na Índia e regiões curcunvizinhas, o Isslam chegou no século XIII muito antes dos europeus, onde espalhou a cultura isslámica por quase todo o país e estabeleceu o Império Mogul, governado por nomes conhecidos como Akbar, Jahanguir e Shah Jahan. Permaneceu aqui até à expansão gradual da Grã-Bretanha, em 1857.
No continente americano, os muçulmanos demonstraram igualmente a sua valentia, atravessando o Atlântico. De salientar que alguns historiadores perssupõem que foram os muçulmanos que primeiro chegaram às Américas, pois encontravam-se tecnológica e cientificamente mais avançados.
Foram os árabes que inventaram o formato triangular das velas dos barcos, a fim de mantê-los estáveis; na altura, os aparelhos sofisticados da marinha encontravam-se na posse dos muçulmanos e pode-se provar claramente através de manuscritos, que os conhecidos Cristóvão Colombo, Bartolomeu Dias e Vasco da Gama, entre outros, usaram esses instrumentos nas conhecidas “descobertas dos caminhos marítimos para as Américas, África e Ásia”.
Portanto, de acordo com provas e alguns vestígios convincentes que existem em tais zonas, muitos historiadores afirmam que os árabes foram os primeiros a alcançá-las e, posteriormente, os ditos descobridores europeus emigraram para lá com o objectivo de cristianizá-las.
O mesmo aconteceu com muitos países africanos, como é o caso de Moçambique, conhecido como ter sido descoberto pelos portugueses no seu caminho marítimo rumo à Índia, ignorando claramente a presença maciça dos árabes desde os anos 730 DC, que criaram raízes bastante visíveis em muitos locais deste país, principalmente nas zonas norte e costeiras.
Algumas cidades africanas até possuem nomes que são originados do árabe ou persa, como são os casos de Dar-es-Salám, Zanzibar e outras.
Os árabes entraram em Moçambique por via costeira, a partir da província de Cabo Delgado e Ilha de Moçambique, na provincia de Nampula. Quando aqui chegaram, começaram por exercer o comércio e a pesca.
Eles deixaram grandes vestígios, construindo mesquitas e edifícios, muito deles existentes ainda hoje; a língua pela qual derivaram várias outras como o Swahili e o Macua, é o árabe.
Vasco da Gama chegou a Moçambique apenas no século XV, onde já se encontravam os árabes. Até denominaram este país de “Moçambique”, nome esse que provém do árabe “Mussa Bin Bique”. A actual moeda moçambicana – o Metical – também deriva do árabe.
Portanto, a grande diferença entre os muçul-manos e colonizadores é que estes esforçaram-se na colonização de vários países e queriam conquistá-los com o uso da força, o que culminou com grandes guerras, enquanto que os muçulmanos nunca usaram tal método, pois conheciam claramente as palavras de ALLAH:
“Convida (a todos) para o caminho do teu Senhor com sabedoria e uma bela exortação.”
[Al-Quran 16:125]