O Que o Seu Filho Aprende na Escola
Os pais ou encarregados de educação têm, como obrigação, educar e acompanhar os estudos do seu filho ou educando. Além disso, eles devem ainda inteirar-se sobre aquilo que o seu filho aprende quando vai à escola, daí que é necessário informar-se sobre os seus amigos, locais onde geralmente frequenta, tipo de ensino que está sendo leccionado, etc.
Existem alguns pormenores que geralmente não prestamos a devida atenção, porém, isso pode poluir as tenras mentes dos nossos filhos e, futuramente, afectar a Fé (Imán) e a crença deles.
Ora vejamos: segundo a crença isslámica, cristã ou judaica, foi Deus Quem criou todo o Universo, o homem, a mulher e todos os restantes seres, vivos e inanimados. Segundo as mesmas crenças, todo o ser humano descende de Ádam (AS) ou Adão.
A criança aprende isso tanto em casa, através dos seus pais, assim como na Madrassa ou nas palestras proferidas nos Massjides, através do seu professor ou dos Ulamá.
Porém, no ensino secular, ela aprende de forma diferente pois, segundo a teoria evolucionista de Darwin, o Homem descende do macaco.
É este o curriculo que os nossos filhos aprendem e, muitas vezes, o mesmo é aplicado até nas próprias escolas isslámicas ou católicas onde se lecciona o ensino secular, por fazer parte do currículo oficial.
Se isso não for corrigido, poderá afectar a Fé do indivíduo, fazendo com que no futuro tenhamos filhos ateus, materialistas, etc. Infelizmente, isso será o fruto da semente que plantamos e até pagamos valores exorbitantes para tal.
No geral, o currículo secular contém algumas falsidades devido à monopolização dos media, e a criança vai acatando-as inocentemente.
Por exemplo, ensina-se que foi o português Vasco da Gama quem descobriu a rota marítima para a Índia. Mas segundo reza a história, foram marinheiros árabes muito experientes que ajudaram os portugueses a chegarem a esses locais [vide www.vidaslusofonas.pt e www.instituto-camoes.pt].
Muito antes dos portugueses "descobrirem" a África ou a Índia, os árabes já cá estavam, já conheciam a Índia e já haviam governado a Europa!
Então, o que foi que o português descobriu? Porque merece todo esse destaque? Afinal de contas, qual é o significado da palavra "descobrir"?
Não será devido à monopolização dos meios de informação, como dissemos anteriormente?
Os muçulmanos governaram a Península Ibérica durante cerca de 900 anos, tendo deixado lá conhecimentos suficientes que permitiram tais "descobertas". A Cordoba isslámica era considerada capital do conhecimento na Europa.
Esse era o padrão de educação que os muçulmanos deixavam nas terras por onde governavam, muito diferente da colonização europeia, que deixava as suas colónias na miséria, um elevado número de iletrados e semeava o ódio entre as diversas tribos, para que após a colonização, ficassem a lutar entre elas.
Antes da descolonização, os europeus planearam de antemão a colonização mental, o que de facto é uma realidade.
Hoje, embora os países africanos tenham alcançado a independência política, muitos ainda continuam colonizados mentalmente. Tudo isso deve-se à escravatura mental que as pessoas acumularam durante a colonização.
O currículo escolar apresenta ainda distorções a respeito do profeta Muhammad (SAW).
Ensina-se que Maomé, como erradamente referem a Muhammad (SAW), foi o inventor da religião isslámica, o que não corresponde a verdade, pois o Isslam é uma religião Divina e é a mesma que foi propagada por todos os profetas, desde Ádam (AS) até Muhammad (SAW), o último dos profetas de Deus.
Além destes citados, existem muitos outros assuntos no nosso currículo que apresentam lacunas, mas que infelizmente são leccionados nas nossas escolas.
Como este assunto diz respeito a todos nós, aqui fica uma sugestão para todos os muçulmanos, especialmente aos Ulamá, dirigentes e quadros muçulmanos, para que em conjunto, se proponha uma revisão do currículo escolar, de forma a adequá-lo à realidade histórica. Caso contrário, corremos o risco de, no futuro, termos filhos com mentes poluídas devido a tais ensinamentos falsos que, para além de irem contra a nossa crença, contradizem com os verdadeiros factos históricos.
Por fim, incentivamos aos empresários muçulmanos a investirem no ensino; assim, com a abertura de escolas e universidades, poderemos formar mais quadros muçulmanos e não ficarmos ultrapassados.